domingo, 10 de outubro de 2010

A Gestão da Cadeia Alimentar

Fonte: Tecnologia e Logística
A cadeia de abastecimento alimentar liga três importantes sectores da economia europeia: a agricultura, a indústria de transformação de produtos alimentares e o sector da distribuição. O seu desempenho tem consequências directas para todos os cidadãos europeus, uma vez que a alimentação representa 16% das despesas das famílias europeias.
Fonte: Consilium


Fonte: scielo
Os operadores logísticos trabalham com o desafio constante de desenvolver novos conceitos e estratégias para satisfazer o cliente com valores competitivos e dentro da realidade de mercado, oferecendo um serviço de alta qualidade a um baixo custo. Assim surge a Logística Colaborativa que consiste na colaboração entre os parceiros da cadeia logística, sejam eles fornecedores, clientes ou outros integrantes. Todos trabalhando e colaborando no projecto ou serviço em questão. Esta parceria caracteriza-se pelo alto grau de compromisso entre todos os envolvidos, estando sempre focada na eficácia dos serviços prestados, eliminando desperdícios e optimizando equipamentos, mão-de-obra e recursos empregados. Esta parceria é também caracterizada pela ajuda mútua, sendo obtidas melhorias significativas que são comuns a todos os elos da cadeia colaborativa. É então uma operação em que todos ganham, principalmente o cliente, que recebe um serviço de alto nível com um custo competitivo (Macedo, 2001).  
 (...)
A logística tem a função de promover uma perfeita coordenação de actividades dentro da cadeia de valor produzindo o lucro desejado. Além da produção e venda, a cadeia de abastecimento poderá relacionar-se com fornecedores tornando-se numa arma estratégica muito significativa, pois cadeias de abastecimento comprometidas com a transparência dos negócios alcançam reduções de custos, uma ampla gestão das informações e diminuem o tempo do fluxo financeiro do sistema.
Fonte: Wikipédia 
Fonte: EcoGestores
A logística colaborativa é então a pratica da engenharia simultânea quanto às necessidades cadeia de abastecimento. Por esta razão os ganhos estimados com a implementação da logística colaborativa são naturalmente mais importantes do que na abordagem tradicional da logística,onde os ganhos de custos limitam-se praticamente às operações de transportes. Na abordagem colaborativa, como a logística é pensada e definida logo desde o início dos projectos, muitos são os ganhos como o melhor controle do custo de transporte, a eliminação de stock desnecessário(supérfluos, inadaptados ou obsoletos). A logística colaborativa inverte o percentual de como as encomendas são geridas, pois na abordagem clássica, 20% das encomendas são planeadas e 80% são tratadas na urgência,enquanto na abordagem colaborativa, 80% das encomendas são planeadas, reduzindo assim consideravelmente a margem de improviso.
Outro factor a ser destacado é o benefício ao meio ambiente. Com menor número de equipamentos na operação gasta-se menos combustível e diminui-se a emissão de CO2 na atmosfera, passando do ganho financeiro até ao ganho ambiental (vieira).
Fonte: Wikipédia 

A cadeia de abastecimento é auxiliada por um Sistema de Gestão Integrado, o ECR (Efficient Consumer Respons) que " tem como objectivo estabelecer um fluxo consistente de informações e produtos que se incluem bidirecionalmente na cadeia logística de abastecimento, tendo em conta a manutenção do abastecimento do ponto de venda a custos baixos e em stocks adequados (Efficient consumer response, 2005)." (Wikipédia). Este SGI "permite promover e desenvolver a colaboração entre a indústria e o comércio, de forma a melhor satisfazer as necessidades do consumidor da forma mais rápida e eficiente." (ECR Portugal).


O aumento da importância e eficiência em todo o processo da  Gestão da Cadeia Alimentar tem em consideração os princípios e requisitos da Segurança Alimentar.
Segurança alimentar é um conjunto de normas de produção, transporte e armazenamento de alimentos visando determinadas características físico-químicas, microbiológicas  e sensoriais padronizadas, segundo as quais os alimentos seriam adequados ao consumo. Estas regras são, até certo ponto, internacionalizadas, de modo que as relações entre os povos possam atender as necessidades comerciais e sanitárias. Alegando esta razão alguns países adoptam "barreiras sanitárias" a matérias-primas agropecuárias e produtos alimentícios importados.
Um conceito importante na garantia de um alimento saudável é o dos "perigos", que podem ser de origem biológica, química ou física.
Fonte: Wikipédia



Como em qualquer processo não é só vantagens, neste caso também apresenta desvantagens que podem ter efeitos consideráveis num médio prazo, para os intervenientes neste processo, uma vez que estão totalmente dependentes das decisões do distribuidor.

Video ilustrativo de como se processa a Gestão da Cadeia Alimentar de um Hiper e Supermercado, neste caso do Grupo Sonae.

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